Be yourself; Everyone else is already taken.
— Oscar Wilde.
A uma semana do início de nossa viagem, iniciamos os nossos registros
Be yourself; Everyone else is already taken.
— Oscar Wilde.
A uma semana do início de nossa viagem, iniciamos os nossos registros
Os dias em Tóquio foram no ritmo da cidade. Intensos, vibrantes, cheios de cores, sons e aromas.
Chegamos no domingo no final da manhã, de trem, saindo de Kanazawa.
A chegada à estação de Shinjuku foi verdadeiramente impactante. Ainda que fosse um domingo, a quantidade de pessoas circulando era enorme. Placas com indicações para dezenas de saídas. Gente anda do rápido para todos os lados. Turistas como nós igualmente perdidos, procurando entender as indicações. Mochilas nas costas e malas sendo levadas. Saímos na rua, e outro choque. Ruas cheias de gente. Enormes painéis de LED, vídeos em alta resolução sendo apresentados com o respectivo áudio. Certamente, não há uma lei da cidade limpa por aqui.
O desafio seguinte foi encontrar nosso apartamento do Airbnb….

De volta a Kanazawa, fomos visitar o Museu de Arte Moderna. Uma exposição do Oscar Oiwa de vários meses é o grande destaque do museu. São várias salas com obras dele. Muito bom testemunhar o sucesso dele e ver uma exposição tão grandiosa!
Ainda tivemos a oportunidade de visitar um museu que foi inaugurado há pouco tempo. O museu das bonecas. Passa.os em frente e não nos interessamos,as fomos abordados por um funcionário que nos convidou, dizendo que o museu era novo e que gostariam de divulgá-lo. A Júlia foi a abordada e aceitou. Nosso grupo de sete pessoas foi, um tanto quanto ressabiado. Mas foi uma surpresa positiva! Um pouco da história do Japão mostrada com os tipos de bonecas criadas em cada época.




De quebra, a Júlia vestiu um kimono e posou para algumas fotos.
Comemos a refeição matinal ainda em Shirakawago. Arroz, sopa, conservas, etc. Totalmente diferente de um café da manhã nosso.
Logo embarcamos a outra cidade do interior: Takayama. A cidade é famosa por sua produção de saquê. Fica próxima a Vida, onde o gado de raça wagyu é criada. A região concorre com Kobe, que tembém cria a mesma raça. Almoçamos num restaurante que havíamos reservado para apreciar a famosa carne. Para mim, foi algo muito surpreendente. Uma car e macia que literalmente derretia na boca. Saborosa e suculenta. Foi servida para cada um em cortes crus que cada um grelhou em uma pequena grelha individual. Acompanhada de arroz, legumes, salada e missoshiru, a carne estava deliciosa. Foi algo muito além de minhas expectativas. Sempre que ouvia falar, eu não dava muita bola. E o fato é que mesmo aqueles que já haviam provado defesa carne no Brasil, acharam que a que comemos em Takayama era muito melhor!
No fim do dia, tomamos o trem de volta a Kanazawa.


De Kanazawa partimos para Shirakawago, um vilarejo nas montanhas, com pouquíssimas casas. Com arquitetura peculiar, elas são preparadas para enfrentar a neve do inverno.
Muitas casas de família recebem turistas que queiram vivenciar um pouco do das tradições japonesas.
Deixamos nossos calçados na entrada da casa, onde chinelos já estavam disponíveis. Os quartos são cortados de tatamis. Nao há camas. O jantar foi devido pontualmente às 18h. Todos estávamos já de banho tomado e trajados com katanàs, uma roupa informal de verão.
Sentados sobre tatamis, fizemos a refeição.





A carta refeição, a exemplo do dia anterior misturou cores, sabores, texturas, aromas e temperaturas.
Depois da refeição, fomos dormir. Nossos aposentos foram preparados com finos acolchoados e futons. Dormimos cedo, ao som do rio ao fundo, porque durante todo o dia havíamos passado por todo o vilarejo, aproveitando um raro dia de sol.












Depois do almoço de sushi, fomos conhecer o castelo de Kanazawa. Imensos jardins o circundam. Um gramado imenso e bem cuidado é um convite para uma pausa. Alguns se sentará. Outros se deitaram. E houve quem se arriscasse a fazer malabarismos.
O jardim próximo ao palácio é belíssimo. Felizmente, nos fomos visitå-lo!
De volta ao hotel, fui ao banho público do hotel. Água muito quete onde todos devem entrar depois de se lavar muito bem. Várias regras de etiqueta devem ser seguidas, tais como não mergulhar a cabeça, não levar qualquer peça de roupa, não falar alto.
Alguns minutos dessa imersão são suficientes para relaxar o corpo todo.
O jantar foi um rápido lanche.
Partimos de Kyoto rumo a Kanazawa pela manhã, usando trem convencional.A paisagem pouco se modificou. Passamos pelo maio lago de água doce do Japão.
Chegamos ao hotel perto da hora do almoço e fomos visitar o mercado.Ao contrário de Kyoto, Kanazawa não parece ser um centro altamente turístico e por isso, conseguimos caminhar tranquilamente, vendo as lojas e os produtos oferecidos.Entramos num restaurante de sushi que funciona a base de um rodízio. Os pratinhos vão sendo colocados em uma esteira que passa ao longo do balcão e cada um escolhe o que quer. O preço é de acordo com o desenho do prato.Uma delícia! Mais uma experiência. Não só pelo paladar, mas também pela autenticidade do local e dos atendentes, que gritam de forma exagerada, confirmando pedidos especiais feitos pelos clientes.Rapidamente, quase 10pratinhos estavam empilhados a minha frente. Satisfeito! Muito satisfeito!
Avenidas e ruas são fechadas ao trânsito para que as pessoas possam circular para ver os carros alegóricos que já se encontram prontos para a procissão do dia 17.
Os carros típicos são decorados com lanternas. Homens vestidos com roupas típicas no andar superior ficam sentados no balaústre e de tempos em tempos tocam suas flautas seguindo o ritmo dado pelos tambores. O tom é religioso, nada festivo, sob o meu ponto de vista.


Pelas calçadas, barraquinhas vendem comidas e bebidas. Assim como em nossas quermesses, há também barraquinhas de jogos como o de argolas. A raspadinha com xarope também se faz presente e até mesmo o churrasquinho!
Voluntários e guardas orientam o público. Uma lista para ir, outra para voltar.
A limpeza impressiona. Poucos jogam o lixo nas ruas ou calçadas. Todos levam o lixo para as barracas de o de compraram os produtos. Em alguns pontos, voluntários organizam a coleta seletiva. Ver documentários, reportagens ou relatos é uma coisa. Outra é poder vivenciar e testemunhar tudo isso.
O último dia em Kyoto teve um passeio mais ao ar livre. Fomos para a região oeste, Arashiyama. A floresta de bambus não gerou grandes suspiros.
A visita ao parque dos macacos nos obrigou a subir um morro de 160 metros por escadas e rampas. No topo, pudemos ver os macacos e avistamos toda a cidade. O caminho até o topo e rodeado de árvores com que não estamos acostumados no Brasil. Uma paisagem bonita!
De volta ao centro de Kyoto, fomos ao mercado Nishiki. Na verdade, trata-se de uma rua estreita e longa, coberta, ao longo da qual vende-se de tudo, mas principalmente, comida. Aromas diferentes, alguns enjoativos, estão por toda parte. Experimentamos espetinhos, croquetes, biscoitos.
Cansados, voltamos ao hotel no meio da tarde, porque logo mais, vamos percorrer novamente as ruas de Kyoto, onde está acontecendo o festival. Uma pena que não poderemos ver a procissão dia barcos que ocorrerá bem no dia de nossa despedida da cidade.





Não… Não foi como esperávamos!
Para evitar idas e vindas de metrô e trens, resolvemos fazer um tour pelas principais atrações usa do o skybus, serviço tipo Hop on Hop off.
Com a comodidade do ônibus, visitamos quatro atrações: jinjo-jo – onde e iniciou onde terminou a era do xogunato, shinkinkaku ji-o templo dourado, o palácio imperial e por fim, o templo da água pura, kiyomizudera.
Em Jinjo-jo, pudemos sentir o clima de como deveria ser a vida do Xogun. Aposentos, salas de reunião com as pinturas em paredes e tetos, além de bonecos representando a posição dos personagens nos fazem viajar. Os cenários de filmes se materializaram instantaneamente. Foi uma das visitas mais interessantes que fizemos.
O templo dourado é um belo cartão postal. Mais jardins belíssimos para serem apreciados.
O palácio imperial é grandioso. Visitamos os jardins muito amplos. Não falta verde por aqui!
Por fim, chegamos ao kiyomizudera. Depois de descermos do ônibus, subimos uma pequena viela, repleta de pessoas subindo e descendo, muitas delas vestidas com trajes típicos japoneses. Estamos na época de um festival no Japão e por isso, muitos se vestem desta forma. Ladeira acima ladeira abaixo, chuva, filas para ver o templo e para fazer o ritual de lavar as mãos e a boca com a água sagrada…
O que era para ser um dia tranquilo foi, na verdade, um longo dia!
Mas ainda havia a noite…
Outras duas famílias do grupo chegaram a Kyoto no fim da tarde e fomos jantar em um restaurante a beira do rio. A reserva havia sido feita há tempos. O menu degustação de yuba foi uma experiência única. Texturas, sabores, cores, aromas e disposição dos alimentos cuidadosamente planejados e tecidos em sequência. Eu, que sou muito chato para comer, comi tudo. A quantidade é pequena, mas não é isso que importa…
Ufa… Que dia!
Com pouco mais de uma hora de atraso, pousamos em Narita.
Imigração… Fila grande como em qualquer aeroporto.
Malas já estavam na esteira quando passamos pela imigração.
Primeiro passo era trocar os vouchers do Jr pass. Chegamos a loja as 20h03. O escritório fechou as 20h.
Apreensão…. Procuramos informações e conseguimos chegar a outro ponto que fazia a troca.
A troca e bem manual e burocrática. Deu certo, mas me deram uma passagem para um horário muito cedo. Fila de novo para trocar.
Passo seguinte era despachar as malas para Hiroshima. Decepção. As malas si chegariam ao hotel em 2 dias
Resolvemos não despachar.
Hora de correr para ir a Bic câmera comprar Chips para celulares. Essa deu certo. Bem mais barato que os vendidos pela internet e outros vendidos em quiosques. Ainda falta instalar.
Finalmente, embarcar. Mas antes, passamos na máquina de comprar o cartão Suica.
Agora, já estamos no trem há 40min. Em breve chegaremos!
Este post ficou sem ser publicado…. Por isso, fica fora de ordem